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A diferença entre dívida existente e dívida exigível pode mudar completamente sua defesa.
Após cinco anos, a dívida pode continuar existindo — mas o credor não pode cobrar como quiser Dívida prescrita desaparece depois de cinco anos? Entenda o que o credor ainda pode — e o que ele não pode mais fazer Dívida prescrita desaparece depois de cinco anos? A resposta é não. Essa é uma das maiores confusões do direito do consumidor e do direito patrimonial. Muitas pessoas acreditam que, depois de cinco anos, a dívida simplesmente deixa de existir, como se fosse apagada do

Santos e Gurgel Advogados
26 de jun.9 min de leitura


A obra atrasou. E agora? Seus direitos contra a construtora podem ser maiores do que você imagina
Entenda quando o atraso na entrega do imóvel autoriza a rescisão contratual, a devolução integral dos valores pagos e a restituição da comissão de corretagem, conforme a jurisprudência do STJ. Comprar um imóvel na planta envolve confiança. O comprador assume parcelas, compromete renda, organiza planos familiares, agenda mudança, projeta financiamento, programa venda de outro bem e, muitas vezes, estrutura toda sua vida financeira a partir de uma promessa: a entrega do imóvel

Santos e Gurgel Advogados
14 de jun.10 min de leitura


Responsabilidade civil além da indenização: quem deve suportar o prejuízo no final?
Quando a responsabilidade não termina com o pagamento da indenização Uma das situações mais interessantes — e menos discutidas — do direito civil contemporâneo envolve a diferença entre responsabilidade perante terceiros e responsabilidade entre os próprios envolvidos no fato que gerou o prejuízo. À primeira vista, muitos acreditam que, uma vez paga uma indenização ou cumprida uma condenação judicial, a discussão jurídica se encerra. Na prática, frequentemente é exatamente ne

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11 de jun.3 min de leitura


Voo atrasado, conexão perdida ou falta de assistência? Entenda quando a companhia aérea deve indenizar
Atraso de voo, cancelamento, conexão perdida e reacomodação mal conduzida são problemas cada vez mais frequentes na rotina dos passageiros. Mas nem todo transtorno no transporte aéreo gera, automaticamente, direito à indenização. Essa é uma distinção importante. O que realmente define a responsabilidade da companhia aérea não é apenas o atraso em si, mas o conjunto da situação: tempo de espera, informação prestada, assistência material oferecida, necessidade de reacomodação,

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8 de jun.7 min de leitura


Aposentadoria pode ser penhorada? Entenda quando a Justiça permite — e quando a penhora é abusiva
A aposentadoria pode ser penhorada? A resposta correta não é simplesmente “sim” ou “não”. Durante muito tempo, prevaleceu a ideia de que aposentadorias, salários, pensões e demais verbas de natureza alimentar seriam absolutamente impenhoráveis. A lógica era simples: esses valores servem para garantir a sobrevivência do devedor e de sua família. Essa continua sendo a regra. Mas a realidade jurídica atual é mais sofisticada. A jurisprudência dos tribunais superiores passou a ad

Santos e Gurgel Advogados
6 de jun.6 min de leitura


Cirurgia negada após troca de plano: seus direitos podem estar sendo violados
Plano de saúde negou cirurgia após troca de plano? Entenda quando a carência não pode ser recontada Trocar de plano de saúde dentro da mesma operadora, migrar de categoria, alterar administradora de benefícios ou aderir a novo produto não significa, automaticamente, começar tudo do zero. Essa é uma das questões mais relevantes — e mais mal compreendidas — nas relações entre consumidores e operadoras de saúde. Muitos beneficiários passam anos pagando regularmente um plano, cum

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6 de jun.10 min de leitura


Carro alugado, rodízio e multa: quando a locadora deve responder pela falta de informação
Alugar um veículo deveria significar receber um automóvel apto ao uso regular durante o período contratado. Parece óbvio. Mas, na prática, nem sempre é isso que acontece. Em grandes centros urbanos, especialmente em cidades sujeitas a regras de restrição de circulação, como o rodízio municipal de veículos, a locação de automóvel pode esconder um problema jurídico relevante: o consumidor paga por uma diária integral, mas recebe um veículo que, em determinado dia e horário,

Santos e Gurgel Advogados
2 de jun.8 min de leitura


Assembleia de condomínio pode ser anulada quando viola a lei, a convenção ou direitos dos condôminos.
Assembleia de condomínio: a maioria decide, mas a lei limita A assembleia condominial é o principal espaço de deliberação da vida em condomínio. É nela que se aprovam despesas, obras, regras de convivência, eleição ou destituição de síndico, alteração de normas internas, aplicação de penalidades e decisões relevantes para a coletividade. Mas existe um erro muito comum — e perigoso — na administração condominial: acreditar que tudo o que a maioria aprova é automaticamente váli

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31 de mai.7 min de leitura


Cobrança judicial mudou de nível
Execução patrimonial estratégica: por que SISBAJUD, RENAJUD, SERASAJUD, ARISP, CNIB e INFOJUD mudaram o jogo das cobranças judiciais A execução judicial deixou de ser um procedimento meramente formal, lento e dependente da sorte. Durante muitos anos, o credor ingressava com uma ação, obtinha uma sentença favorável e, depois, enfrentava a etapa mais difícil: encontrar bens efetivamente úteis para satisfazer o crédito. Na prática, vencer o processo não significava receber. Esse

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31 de mai.12 min de leitura


Contrato mal feito custa caro
O risco jurídico da empresa quase sempre nasce antes do processo judicial Muitos empresários acreditam que o maior risco jurídico está no processo judicial. Na prática, isso raramente é verdade. O processo costuma ser apenas o momento em que o problema aparece formalmente. O risco, quase sempre, nasce muito antes: na negociação mal documentada, na cláusula ambígua, na obrigação mal definida, na ausência de garantias ou na distribuição inadequada de responsabilidades entre as

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31 de mai.6 min de leitura


Execução trabalhista: penhora de quotas exige utilidade real
Penhora de quotas sociais na execução trabalhista: medida possível, mas não automática A execução trabalhista tem como finalidade a satisfação do crédito reconhecido judicialmente. Essa diretriz, porém, não autoriza a prática de atos executivos sem utilidade concreta, nem a movimentação da máquina judiciária com diligências meramente formais, especulativas ou economicamente inócuas. Entre as medidas patrimoniais frequentemente requeridas na fase de execução está a penhora de

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31 de mai.7 min de leitura


Quando a holding NÃO protege patrimônio
A popularização das holdings produziu uma distorção perigosa no mercado jurídico e empresarial brasileiro. Muitos passaram a tratar estruturas societárias como mecanismos automáticos de blindagem patrimonial, quase como se a simples transferência formal de ativos fosse suficiente para afastar riscos futuros. A realidade forense é muito diferente. A proteção patrimonial nunca dependeu apenas da existência de uma holding. Ela depende da coerência estrutural, econômica e comport

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29 de mai.2 min de leitura


Desconsideração da personalidade jurídica no CDC - Teoria menor: alcance, limites e leitura atual do STJ
No direito brasileiro, a regra geral continua sendo a teoria maior, prevista no art. 50 do Código Civil. Por essa matriz, não basta a existência de dívida, inadimplemento ou frustração da execução. Exige-se demonstração concreta de abuso da personalidade jurídica, caracterizado por desvio de finalidade ou confusão patrimonial. Essa é a lógica ordinária do sistema: a pessoa jurídica tem personalidade própria, patrimônio próprio e responsabilidade própria. Mas o Código de Defes

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29 de mai.5 min de leitura


STJ: A Falta de bens na execução civil não implica em desconsideração automática da personalidade jurídica
A Falta ou a insuficiência de bens e o encerramento irregular da empresa não autorizam, por si só, a desconsideração da personalidade jurídica A desconsideração da personalidade jurídica sempre foi um dos instrumentos mais delicados do processo executivo. Não porque seja ilegítima, ao contrário, é medida necessária quando a pessoa jurídica é utilizada de forma abusiva, mas porque sua aplicação sem critério transforma a exceção em regra e esvazia a própria lógica da autonomia

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29 de mai.4 min de leitura
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